segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Fundos de Pensão: Comunicação clara com o participante é o principal desafio do sistema, diz diretor presidente da Abrapp



Falhas reiteradas na comunicação de entidades conhecidas reforçam posição da Abrapp

O principal desafio do setor de previdência complementar fechada é a comunicação, e a confiança da sociedade é o verdadeiro ativo que sustenta as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC).  A afirmação foi feita pelo Diretor-Presidente da Abrapp, Devanir Silva, durante o Epinne EPB, realizado nos dias 27 e 28 de agosto em Fortaleza (CE). 

O encontro, coordenado pelas Entidades de Previdência do Ceará, reúne dirigentes, conselheiros, gestores, profissionais de investimento, especialistas em benefícios e representantes das EFPCs do Norte e Nordeste, em dois dias dedicados à atualização técnica, ao networking e à troca de experiências sobre os principais desafios e tendências do setor.

Devanir participou do painel “Os desafios do sistema em busca de crescimento, fortalecimento e sustentabilidade — Agenda Institucional do Sistema” ao lado do Diretor-Superintendente da Previc, Ricardo Pena, e do Secretário de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, Paulo Roberto dos Santos Pinto.

“Devemos ter uma linguagem, uma comunicação clara, acessível e contínua com quem exatamente confia no futuro dele próprio e do sistema. E também alcançar quem ainda não faz parte da previdência complementar fechada”, disse durante sua apresentação.

Um exemplo prático que diferencia as EFPCs de demais instituições de investimento foi o episódio envolvendo o Banco Master. O fato de as entidades de previdência fechada não terem investimentos no banco foi fruto de uma governança madura e de uma gestão baseada em risco, destacou Devanir. “Temos o foco na proteção previdenciária, pois não temos um modelo de lucro no nosso sistema, as entidades não têm a finalidade lucrativa”, pontuou. 

Para Devanir, episódios como esse reforçam um ponto mais amplo. “A digitalização da economia, a explosão do volume de dados, o avanço da inteligência artificial e a crescente sofisticação dos riscos exigem uma nova forma de pensar a supervisão”, disse. É nessa direção que a regulação tem evoluído, tornando-se menos normativa e mais inteligente, orientada por dados e análise avançada, fundamentada em evidências, preventiva na antecipação de riscos e proporcional às características de cada entidade.

“Não estamos falando apenas de tecnologia, estamos falando de confiança, o principal ativo da previdência complementar”, afirmou Devanir, apontando ainda a necessidade de o sistema incorporar novas competências em ciência de dados, inteligência artificial responsável, cibersegurança, analytics e gestão integrada de informações para aumentar a eficiência, transparência, confiabilidade e sustentabilidade do setor.

Fonte: Abrapp (28/08/2026)

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