Lúcio Rodrigues Capelletto, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), afirmou ontem, durante o webinar "Impactos do COVID19 e as alternativas para a Previdência Complementar", que já prevê déficit “significativo” do sistema em 2020.
Capelletto disse que a autarquia está sensível à necessidade de tomar medidas para mitigar efeitos da crise provocada pelo surto do novo coronavírus.
“Estamos trabalhando em um plano de ação que envolve aspecto regulatório e de supervisão, e já encaminhamos nossas propostas ao Conselho Nacional de Previdência Complementar, o CNPC, que se reunirá amanhã [03/04] para discuti-las. Mas algumas das regras emergenciais não se restringem ao CNPC, terão de ser levadas ao Conselho Monetário Nacional”, alerta. “Situações excepcionais exigem medidas extraordinárias.”
Segundo o diretor-superintendente, a Previc precisa de informações tempestivas para tomar boas decisões: “No escuro é complicado. Mandamos ofício solicitando dados para todas as entidades sistemicamente importantes, que respondem por 62% dos ativos do sistema. O objetivo é verificar como estão o fluxo de caixa, retorno dos ativos e os pagamentos”.
Com a volatilidade alcançando patamares inéditos – maiores até do que os verificados durante a crise de 2008 –, a Previc entende a necessidade de acompanhar o cenário de perto e orientar as entidades: “Mas esperamos também uma postura proativa, as fundações precisam fazer sua lição de casa. Os dirigentes precisam manter a serenidade, considerando o máximo de variáveis e instrumentos disponíveis e possíveis neste momento”.
Fonte: Investidor Institucional (03/04/2020)

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